CARNAVAL: SÃO FRANCISCO FOI O QUE MAIS PERDEU PÚBLICO EM 2019

Fotos: Cultura São Chico
Fotos: Facebook/Moacir Muller Gomes


O Carnaval – considerada a maior manifestação cultural do país está acontecendo por nossa região, tendo a data máxima na terça-feira, próxima.
Destaca-se mais uma vez, o Carnaval de Jaguari – pelo expressivo público que lota a cidade, alugando casas, apartamentos, hotéis, aumentando o fluxo de pessoas no comércio, postos de combustíveis, restaurantes, lancherias, dentre outros, fazendo com que um alto valor seja injetado na economia do município.

Neste ano, cresceu ainda mais, o da cidade de Manoel Viana – realizado ao ar livre, à beira da praia Rainha do Sol, com bandas “ao vivo”, atraindo um dos maiores públicos que a cidade já teve nesta época do ano.

Em Cacequi, não é diferente: o carnaval de rua deu um “salto” com presença marcante de escolas de samba, fez com que a festa crescesse e surpreendesse até mesmo os organizadores.
São Vicente do Sul seguiu sua linha: realizou com maestria seu carnaval fora de época e deu certo mais uma vez.

Em São Francisco de Assis a conversa é outra: é triste ver o retrocesso causado pela falta de iniciativa da Prefeitura que não se preocupou com a redução do número de blocos e foliões e a falta de incentivo às escolas de samba, fazendo com que o Carnaval perdesse o brilho, reduzindo público e perdendo o que vinha sendo edificado durante os anos de 2011 a 2016, projetando turisticamente a cidade (fotos e vídeos confirmam essa diferença).

Os desfiles com competições das escolas de samba representavam o grande diferencial, atraindo foliões, profissionais e públicos de todos os lugares do estado, pelo alto nível técnico que já se encontrava. Nesta época do ano, eram mais de 6 mil pessoas  por noite, assistindo aos desfiles e, durante o dia, além do comércio que aumentava o faturamento, a Praia do Jacaquá, lotava. Agora até a temporada foi cancelada pela Prefeitura.

Quanto ao argumento de que não há recursos, precisamos considerar que se não há dinheiro em caixa, houve tempo suficiente para buscar através de projetos. Ou também faltou competência para isso? Precisa-se considerar ainda que não há progresso sem investimento. Mas que a simples medida de reduzir um ou dois CC3, garantiria o repasse para as escolas de samba – o que nem se compara com o que as escolas também investem. Felizmente, alguns blocos se organizaram e ficaram na cidade.

Basta priorizar. A Cultura merece atenção. É uma política pública que une toda população, sem distinção de cor, raça, credo, religião, classe social.
Que um dia tudo possa voltar a acontecer. É a Cultura sendo fortalecida, é o Turismo sendo potencializado e é a população ganhando nos aspectos social, econômico e cultural.

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