O PREFEITO, O POÇO E O TERRENO: UM NEGÓCIO "NEBULOSO"?

Imagem: RBS TV


Após a matéria da RBS TV ir ao ar, no dia 31 de dezembro, muitos assisenses ainda não conseguem acreditar que isso realmente ocorreu. Então, vamos repetir aqui: Sim, aconteceu! O prefeito Paulinho Salbego (PDT) trocou no sistema de “permuta” um baita terreno no centro por um poço de água suja no interior.

Foi surpreendente a reação do prefeito durante entrevista aos jornalistas da RBS. Como pode admitir que deveriam ter feito um estudo mas que “preferiram correr atrás” do problema depois? Como assim, prefeito? Então o senhor realmente sabia que podia a água não ser potável e escolhe “correr” depois? Mas não foi isso que foi informado.

Isso pode demonstrar, claramente, que a intenção era beneficiar a filha do seu CC (cargo de confiança), ainda que o senhor diga que era para resolver a falta de água e que o terreno ficou para o esposo dela. Mas é preciso admitir, neste caso, que há uma relação direta do seu CC com o genro e a filha. Afinal, é a mesma família.

Outra questão: Onde estavam prefeito, vice, seus secretários e departamento jurídico que não verificaram isso antes? Como não solicitam laudos à Vigilância Sanitária? Pois parece não terem lidos os da Corsan. Como sua procuradoria jurídica não aguarda estes documentos para “clarear” o assunto para depois enviar aos vereadores, cuja maioria  aprovou este “baita negócio”? Aliás, outro grave problema: Como os vereadores, com exceção de dois, aprovaram, mesmo a procuradoria da Câmara ter apontado que deveriam aguardar laudos técnicos?
Para informação, os vereadores que não concordaram e votaram contra foram apenas, Jussara Matheus (PDT) e Paraguassu da Hora (Progressistas).

Não conseguimos entender a pressa, pois mesmo a Corsan tendo emitido documentos dizendo das péssimas condições da água, a administração municipal, liderada pelo prefeito e o vice-prefeito conseguiram aprovar a matéria. Eis que os pareceres dizem que “água apresenta cor aparente, turbidez e coliformes totais e que ...” o poço como obra desconhecida, com aspectos construtivos nebulosos e com todas as implicações e riscos envolvidos.”
A matéria jornalística, para tristeza de todos os assisenses, é verdadeira. 
Mas não acreditamos que todos aqueles que têm poços artesianos no interior, mesmo com água potável, consigam trocar por terrenos na cidade (e no centro).

Na cidade, pelas ruas estão questionando que o terreno doado no centro custaria mais de R$ 80 mil. Embora o laudo técnico revele que aquela área valeria pouco mais de R$ 20 mil.

Ao repórter, o prefeito ainda fala que poderá contratar uma empresa para perfurar outro poço para resolver a situação. Mas esse seria o caminho, não é mesmo? E tem que correr mesmo: o verão começou em dezembro e a falta de água tende a piorar nesta época do ano.

Então, além do terreno no centro, vai ter mais essa conta para o município pagar: contratação de empresa? Ou o negócio vai ser desfeito e a área voltará ao município e ali garantir que seja realizado projetos de interesse coletivo e não apenas para beneficiar a poucos, ainda mais com relação direta com a administração.

Isso não é mais assunto somente da imprensa, que só levantou informações do que realmente aconteceu e noticiou. É também dos órgãos que fiscalizam a administração pública e da própria comunidade para que fique em alerta e não permita que interesses de um grupo, prevaleça contra a coletividade. 

Esse terreno precisa voltar para o município!


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