ELENIR WINCK E O FUTURO DO MTG E DO TRADICIONALISMO




O Jornal Zero Hora, no final de semana de 05 e 06 de janeiro, publicou artigos dos candidatos à presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Confira a publicação de Elenir Winck.


Tradição de Gerações
Do que fazemos hoje e de como a sociedade evoluirá nos campos ético-moral e tecnológico: disso depende o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O MTG, apesar de suas características conservadoras, não está imune às influências externas, pois, ainda que tenha suas bases calçadas na tradição e no folclore, necessita compreender a sociedade dinâmica e em constante mudança na qual vivemos, bem como todos os meandros da contemporaneidade. E a sociedade, de modo geral, vem sendo, no decorrer destes 52 anos, muito simpática e apoiadora dos princípios que norteiam o MTG, pois reconhece como sendo uma organização que carrega em sua história o compromisso muito sério com a cultura gaúcha, movimentando números significativos de pessoas em seus eventos. Pode-se dizer, portanto, que é fácil “divulgar” o tradicionalismo, já que o Movimento Tradicionalista Gaúcho é uma organização atraente aos olhos do mercado (muitas empresas buscam se aproximar dele) e movimenta, direta e indiretamente, a economia do Estado.
Por esse e por tantos outros motivos óbvios é que o futuro do tradicionalismo é brilhante e promissor.
Mas de nada vale se não olharmos para tudo isso com os olhos do coração, como diz a música do Desafio Farroupilha deste ano.  Afirmamos isso porque pensamos que não devemos“profissionalizar” o nosso tradicionalismo a ponto de termos uma Liga Profissional de Tiro de Laço, ou um Campeonato Nacional de Danças, por exemplo.
Sendo a cultura um bem imaterial, esse legado vem de nossos antepassados e só faz sentido se brotar genuína e espontaneamente. Cultuamos esses hábitos e costumes por questões interiores, gosto, amor, paixão talvez. Por necessidade de identificação com o grupo e, por consequência, de nos reconhecermos como sujeitos e, a partir de então, como seres universais.
A profissionalização traria, sem dúvida, recursos financeiros e investimentos por parte de pessoas que buscam lucro. Teríamos, talvez, mais pessoas participando dos eventos, mas como competidores, em sua maioria, e não como tradicionalistas. Contudo, essa questão é complexa e demanda um estudo aprofundado e filosófico. A verdade é que foi com amor, carinho e respeito que chegamos até aqui, pois tradição se passa de pai pra filho, de geração pra geração. Os (en)cargos não são remunerados. O que há é entrega e dedicação quase que integrais por parte de quem assume esses postos.
Precisamos aprimorar e incluir cada vez mais o tradicionalismo na sociedade e no mercado assim como ele é, com suas características, suas deficiências e o seu “jeito” próprio, mas sem desconsiderar as mudanças pelas quais a sociedade vem passando no decorrer dos anos, pois é uma entidade “especial” que contribui com a sociedade e tem muito mais a oferecer. Haja vista ter entre seus princípios auxiliar o Estado na resolução de seus problemas fundamentais.
Elenir Winck
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