MULHERES SE MOBILIZAM PARA BUSCAR APROVAÇÃO DE TEMA ANUAL

    Não podemos negar que ano que vem completam-se 70 anos que a primeira mulher (e, as mulheres) passaram a ocupar seus espaços no recém criado Movimento Tradicionalista, através do 35 CTG. Nada é por acaso. Justamente neste ano a primeira mulher lança sua candidatura para ocupar a cadeira mais importante da Federação Tradicionalista, o de presidente do Conselho Diretor e, consequentemente, do MTG.

Mais uma tirada de coragem das mulheres que sempre estiveram ao lado dos homens na construção da historia deste estado e, agora, do tradicionalismo organizado. A autora, Márcia Cristina Borges, foi a primeira mulher a presidir o pioneiro das tradições, o 35 CTG. Foi muito difícil, segundo ela.

Agora busca a atenção dos Congressistas para apoiar a aprovação desta proposta, mesmo vendo que o machismo e o preconceito ainda são muito fortes na sociedade. Conheça a proposta de Márcia Cristina Borges da Silva...

"Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações"

AUTORA – MÁRCIA CRISTINA BORGES DA SILVA, Conselheira Benemérita do “35” CTG, de Porto Alegre - 1ª Região Tradicionalista.

PROPOSTA – OBJETIVO ANUAL DO MTG PARA 2019

Sugiro como Objetivo Anual, o Tema: "Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações"

Apresentar aos Congressistas em geral, pesquisa sobre os 70 Anos da Inclusão da Mulher no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, período de 1949 a 2019, para que seja apreciado por esse Colendo Congresso, cujo Tema apresentado como Proposta de Objetivo Anual do MTG para o ano de 2019.


JUSTIFICATIVA

1 – Que o texto, agora já publicado em livro intitulado, A Evolução Histórica da Mulher Gaúcha, é fruto de mais de 10 anos de pesquisa sobre o assunto. Valeu-me neste trabalho, os 40 anos que ocupei cargos no Movimento Tradicionalista Gaúcho – CTG, RT e MTG, incluindo-se aí, mulheres que foram pioneiras nesta inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, em sua maioria já falecidas, mas que muito contribuíram para que as pesquisas fossem realizadas e que foram fundamentais para formação deste livro..

2 – Que a elaboração desta Proposta traz a participação da Mulher no Tradicionalismo Gaúcho Organizado desde suas primeiras atuações até os dias de hoje, demonstrando o quanto foi significativo e importante suas funções que vem sendo desempenhadas no transcorrer dos anos, proporcionando quebras de paradigmas e mudanças culturais em nossa sociedade tradicionalista.

3 – Que a pesquisa que fundamenta a Proposta, trata da História do Tradicionalismo desde o início, de onde aproveitei para relatar certas preciosidades encontradas, como por exemplo:

a) A necessidade da participação de mulheres para receberem a Miss Distrito Federal ao Rio Grande do Sul em 1948, bem como a necessidade de moças para acompanhar os rapazes nas Festas Sociais dos Clubes de Porto Alegre para divulgar a roupa Campesina (Cyro Dutra Ferreira e sua noiva Cyra);

b) Após viagem à Sociedade La Criolla no Uruguai, na Festa do Folclore, a criação da invernada das Prendas no “35” CTG em 1949 e logo em seguida o Grupo de Danças com a participação das moças;

CONCLUSÃO – Como autora, espero:
- que os ilustres Congressistas aprovem o Tema Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações, como Objetivo Anual do MTG para o ano de 2019;

- que o Tema seja trabalhado durante o ano de 2019, através do Departamento Cultural do MTG, das Regiões e especialmente das Entidades Tradicionalistas;

- que o trabalho seja das mais diversas maneiras possíveis, a fim de dar a devida importância que sempre merecerá a Mulher, como parceira em igualdade com o Homem, pois juntos no tradicionalismo construíram e continuam mantendo este grandioso Movimento.

Opinião: O tema é muito bom. TEMPORAL, ou seja, é este ano ou só daqui há mais 10. Vai depender da compreensão dos congressistas.

Fonte: Rogério Bastos - Notícias do Tradicionalismo Gaúcho
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