O MTG COMEMORA 53 ANOS

 


O tradicionalismo gaúcho nasceu no final do século XIX, quando foram criadas as primeiras sociedades com o objetivo resgatar, cultuar, praticar e divulgar a cultura do gaúcho, esse tipo humano que se formou na pampa sul-americana.

            Aquelas primeiras iniciativas esmoreceram e se perderam durante a primeira metade do século XX, por conta da invasão cultural, especialmente a vinda da América do Norte, e foi necessária a ação decidida de um punhado de jovens idealistas de origem interiorana, mas que estudavam nos colégios secundaristas da Capital do Rio Grande do Sul.

            De dentro do grêmio estudantil do Colégio Julio de Castilhos surgiu o a primeira ação, em setembro de 1947, que resultou na criação da Chama Crioula e na primeira Ronda Gaúcha. O líder daquela iniciativa era um jovem de Santana do Livramento que respondia pelo nome João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes.

            Entre setembro de 1947 e abril de 1948 um total de 63 homens, a maioria com idade próxima de 20 anos, se reuniu nas casas de uns e de outros para amadurecer a ideia de criação de uma sociedade gauchesca que tivesse os mesmo objetivos das antigas iniciativas, mas que apresentasse características típicas e assim pudesse dar origem a um novo modelo. Surge, assim, o 35 Centro de Tradições Gaúchas, que adotou uma nomenclatura semelhante a de uma estância de criação de gado: Patrão, capataz, sota-capataz, piquete, invernada, etc.

            Em 1954, quando já existiam 38 CTGs no estado, foi realizado o primeiro congresso tradicionalista, no mês de julho, na cidade de Santa Maria. Cinco anos depois foi organizada a primeira “comandância” estadual denominada de Conselho Coordenador e o estado foi dividido geograficamente em 12 zonas tradicionalistas.

            Quando foi realizado o 12º Congresso Tradicionalista, na cidade de Tramandaí, em outubro de 1966, estava pronto o ambiente para a formação de uma federação de CTGs. A proposta foi apresentada por Hugo da Cunha Alves e Othon César Filho e aprovada por unanimidade. Assim, em 28 de outubro de 1966 nasceu o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) como a federação de CTGs e outras entidades tradicionalistas afins.

            O MTG tem duas grandes missões: atender aos interesses e demandas das entidades tradicionalistas filiadas e cuidar da ideologia do tradicionalismo gaúcho expresso, especialmente, na Carta de Princípios que foi aprovado no 8º Congresso Tradicionalista realizado em 1961 na cidade de Taquara, na sede do 2º CTG criado, CTG O Fogão Gaúcho.

            O MTG é dirigido por um conselho composto de 33 membros titulares e 16 suplentes, com suas ações descentralizadas através de 30 coordenadorias regionais no estado e uma coordenadoria que congrega entidades tradicionalistas localizadas fora do estado, especialmente no exterior.

            Atualmente o MTG conta com mais de 1700 entidades filiadas e em torno de um milhão de associados a essas entidades. É a instituição mais importante na preservação e valorização da identidade regional. Ela não é a “dona” da tradição gauchesca, mas é a grande responsável pela preservação de usos, costumes, hábitos, crenças, valores e princípios que caracterizam a cultura do gaúcho.



Caxias do Sul, outubro de 2018.


Manoelito Carlos Savaris

Conselheiro do MTG
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